Somos gurias aspirantes a bushcrafters. Gostamos de ir pro mato, acampar em selva ou lugares isolados, praticar técnicas diversas e curtir a natureza...
Segue o vídeo do primeiro acampamento deste ano!!
Voltamos a nossa querida base 1, na Tajuva, em Morrinhos do Sul.
O vídeo tem várias imagens da trilha... Dessa vez resolvemos mostrar a "pedreira"!
Vamos ao basicão… Alguns conceitos e coisas importantes.
(Esse post é voltado exclusivamente aos nossos amigos que querem participar das brincadeiras de acampamento "workshop", de que falei no post anterior.)
Coisas importantes a se considerar: PESO, praticidade, algum conforto. Tenha essas três coisas em mente.
1. Roupas e calçados adequados. Na primeira vez que eu fui acampar, fui de tênis... desses de academia. Entrou água até na minha alma. Dependendo do lugar pra onde vamos, muda muito a temperatura à noite, e ficar com frio nos pés acaba com toda a graça. O recomendado é usar botas mais fechadas, tipo essas que se compra em lojas de aventura, escalada, trilha, que são calçados já pensados pra esse tipo de atividade...
Já a roupa, algo que não seja muito frágil e rasgável. Mesmo no calor, dependendo do lugar pra onde se vai, o ideal é usar calça, por causa do mato, dos insetos. Calça e camiseta.
A calça não pode ser apertada. Tem que ser algo que te dê liberdade de movimentos, mas que seja suficientemente resistente pra não rasgar.
Evitar roupa preta e outras cores que retenham calor.
Um boné ou chapéu (de preferência que não saia voando no vento) também é essencial.
Um casaco quente e LEVE/compacto é fundamental.
Backup: Uma muda completa de roupas e uma toalha dentro de uma sacola, que fique dentro do carro. Pra voltar pra casa sequinho e confortável caso seja necessário.
Um cinto: Pra prender faca, cantil e outras coisas que precisem estar à mão.
Uma última e importantíssima observação: não exagere! Leve o estritamente necessário.
2. Mochila. É importante uma mochila espaçosa, resistente e que seja confortável para pelo menos algum tempo de caminhada/trilha.
Pra essas atividades, basicamente são usados dois tipos:
as cargueiras:
e as táticas, que são as que nós usamos:
3. Água. Hidratação é uma das coisas mais importantes e muitas vezes negligenciada...
Um cantil ou squeeze que possa ficar à mão (sem ter que ficar tirando da mochila sempre que tiver com sede). Alguns modelos são bem baratinhos (menos de 30 pila) e tem em qualquer loja de camping.
Também é importante algo para purificação da água, como as pastilhas de Clor-in ou um tubinho de Hidrosteril (que se compra em qualquer mercado grande, na sessão de hortifrúti)
4. Fogo. Nós temos nosso kit fogo cheio dos paranauê, com um monte de coisas que já mostrei aqui, mas, pra primeira vez, é imprescindível um bom e velho isqueiro BIC novo e cheio. Depois que você conseguir fazer uma fogueira usando o isqueiro (e acredite, não é fácil como parece!), daí você conhece os outros métodos, se familiariza com eles e escolhe seus preferidos.
5. Abrigo. O importante é que não seja algo muito pesado ou grande demais, e nem algo que vá encher de água com qualquer chuvinha. Se for uma barraca fraca, leve uma lona suficiente pra cobri-la (mas não grande demais!) e cordas para amarração.
6. Saco de dormir. É aqui que entra uma coisa que exige um investimento e um cuidado... A Fernanda tem um bom, da Nautika. Eu tava usando um desses que compra no super... no último acampamento eu praticamente não dormi, porque ficou frio pra caralho durante a noite e eu me ferrei. Nessas férias, comprei um bom pra mim, vou estrear no próximo acampamento. Se você não tem uma boa opção, vai ter que levar roupas extras pra se manter quente à noite...
Sobre colchões infláveis, desses comuns, não valem a pena pra acampamentos com trilha e no meio do mato, porque são grandes e pesados, além de ter que levar o trambolho de inflar.
7. Isolante térmico. É FUNDAMENTAL. E barato. Consiste num rolo de um material tipo EVA ou neoprene, com uma cobertura laminada de um dos lados. É o que, como o nome diz, vai isolar o corpo da perda de temperatura pro chão ou mesmo pro ar (no caso de quem dorme em redes). Essa perda é a principal causa de hipotermia. Então, o isolante fica no chão, no fundo da barraca, e a gente deita sobre ele, dentro do saco de dormir.
Nós temos dois tipos, o mais fino (6 mm) e um mais parrudinho (10 mm). Também podemos emprestar, se for o caso.
8. Cozinha. Prato (de preferência esses de plástico duro); Caneca (plástico, alumínio, inox...) pra café ou uma sopa; Talheres (garfo e colher, porque a faca geralmente é um item à parte).
Nós temos o kit de cozinha mais completo, que inclui panelinhas (marmitas) pra fazer a comida em si. Mas é importante que você tenha seus itens individuais.
9. FACA. Eu podia ter escrito “lâmina”, e dizer que você deve ter uma faca, um canivete, uma machadinha, um facão ou um serrote... Mas, na boa, essa postagem é direcionada especificamente pros nossos amigos que não manjam nada dos paranauê. Logo, é FACA mesmo. E ponto. Eu tenho algumas facas que me arrisco a emprestar, sem dó. Outras, nem pensar. Depois de aprender um pouquinho sobre o assunto, acho que posso dar umas dicas e mostrar as opções antes de você ir lá e decidir por qual faca comprar...
10. Comida. É importante pensar que as refeições quando se está no mato, principalmente se houver muito gasto de energia com caminhadas, trilhas e até mesmo as atividade como montagem de acampamento, coleta e processamento de lenha, devem ser refeições "parrudas". A reposição de carboidratos, proteínas e gorduras deve ser condizente com o que você vai enfrentar. Além de tudo, é imprescindível pensar que os alimentos devem ser de fácil acondicionamento, nada que precise de refrigeração (obviamente), de fácil preparo e que não sejam muito pesados.
Arroz, linguiças coloniais, polenta... Frutas, barras de cereais, biscoitos, amendoim e castanhas (oleaginosas em geral).
A quantidade deve ser pensada quase que matematicamente, levando em conta quantidade de pessoas/consumo, quantidade de refeições, pra evitar o desperdício, e, principalmente o excesso de peso.
Nesse outro post aqui Vamos falar sobre comida eu coloco todas as considerações que julgo importantes sobre o tema.
Enfim, claro que esse post aqui é incompleto. Até porque, acho que não há como abranger todo o tema... São muitas questões e infinitas possibilidades. Mas, como falei lá no começo, esse texto é voltado pra quem é verde no assunto e quer começar a nos acompanhar... No acampamento em si a gente fala sobre outras coisas, e tenta vivenciar os erros e acertos na prática mesmo.
Dar uma navegada nos outros posts do blog, além dos canais que eu indico aqui na barra lateral podem te ajudar a se inserir nesse universo. Mas nada como a prática pra fazer a mágica acontecer.
Um dos próximos posts será um detalhamento da lista de itens que temos disponíveis pra emprestar em caso de necessidade, e a lista do que vai ser imprescindível que você tenha.
Começando 2017, planejando o primeiro acampamento do ano, e pensando aqui... A gente vive ouvindo dos nossos amigos coisas como "uma hora dessas eu queria ir acampar com vocês"... Mas geralmente as pessoas desistem ou ficam com algum receio, porque a gente mostra nossos vídeos e equipamentos, fala que gosta de acampar naquela vibe mais roots, no meio do nada, sem água encanada, luz elétrica e etc, e o pessoal meio que recua... hehehe
Então resolvemos criar uma outra opção, o chamado "ACAMPAMENTO WORKSHOP".
Periodicamente, vamos marcar algum acampamento leve, com um pernoite de sábado pra domingo, num lugar "roots, pero no mucho", sem trilhas longas ou complicadas, relativamente próximo da civilização, mas claro que não vai ser dentro de um camping! E vamos divulgar pros amigos nas nossas redes sociais, pra que possamos trazer mais gente pra esse mundo viciante do mato.
Nessas aventuras, vamos tentar humildemente dividir um pouco do que ainda estamos aprendendo com quem não está familiarizado com essas práticas. Vamos falar sobre fogo, água, abrigo, lâminas, equipamentos, comida... Essas coisas.
E também vamos disponibilizar alguns de nossos equipamentos emprestados pra quem ainda não tenha...
Claro que haverá uma lista básica de itens a serem adquiridos ou levados por cada um. E também serão acampamentos com grupos pequenos.
Mas a ideia é agregar e aproximar quem sempre teve curiosidade e vontade de praticar essa atividade tão saudável.
Comida é uma das necessidades primárias, e uma das maiores dores de cabeça pra algumas pessoas, principalmente quando estão começando a acampar... Conosco não foi diferente.
Claro que pesquisamos bastante, e assistimos a vídeos e dicas do pessoal mais experiente. Mas cometemos nossos próprios erros e temos nossas conclusões (até então) sobre o tema.
Alguns aspectos são fundamentais na hora de se pensar as refeições e o que levar:
- Número de pessoas (e o quanto elas comem!);
- Quantidade de dias/noites;
- Consequentemente, quantidade de refeições (jantas, almoços, cafés, lanches, etc);
- Distância/tempo/dificuldade de trilha;
- Recursos do local (quanto a armazenamento ou possibilidade de refrigeração);
- Peso e volume;
- Tempo e dificuldade de preparo da refeição;
- Quantidades e porções.
Bem, há outras variáveis, mas costumamos trabalhar com estas.
Eu tenho uma dificuldade imensa em lembrar das coisas, além de uma fortíssima tendência a me esquecer de itens fundamentais, de roupas a equipamentos quando estou arrumando as coisas. Por este motivo, desenvolvi três planilhas que são meu norte na hora de organizar os acampamentos. A primeira trata das roupas, kits, utensílios e itens diversos; a segunda especifica o conteúdo dos kits e suas quantidades (como medicamentos, partes do kit fogo, etc); e a terceira trata das refeições. Estas planilhas são preenchidas e verificadas durante a semana que antecede a empreitada, e damos sempre o último check na noite anterior.
Mais pra frente vou mostrar todas as planilhas, mas esta postagem tratará somente da terceira, a da comida.
No topo da planilha, colocamos as informações básicas, como quantidade de pessoas, dias, noites, local, data. Depois, tem uma parte específica que trata do café da manhã, até por serem ingredientes recorrentes. E então temos as refeições em si. Ali eu gosto de especificar todos os ingredientes em suas quantidades aproximadas para aquela refeição, como podem ver no exemplo. Vou listando as refeições e, ao final, tenho a quantidade total dos ingredientes. É nesta parte, geralmente, que paramos pra ver se o peso e o volume do que planejamos levar está adequado à situação do acampamento. É onde vemos se não seria melhor substituir alguma coisa por algo mais leve ou se podemos levar alguma outra coisa mais pesada... Tudo depende e varia em cada acampamento.
Agora vamos falar um pouco sobre cada refeição.
CAFÉ DA MANHÃ:
Para o café da manhã, por uma escolha nossa, utilizamos café solúvel. Há quem prefira levar o pó de café e o aparato para coar e tal. Mas nós não fazemos questão. Como essa é a primeira refeição do dia, e geralmente é muito cedo, só o café não sustenta por muito tempo, então sempre optamos por algum acompanhamento. Em geral, fazemos bannock (ou pão de caçador) ou a panqueca nordestina, chamada bruaca (uma versão simplificada e em formato achatado e sem fermento do bolinho de chuva). O primeiro é salgado, a segunda é doce. O primeiro é um pouco mais complicado de fazer, a segunda é fácil.
Claro que podemos levar opções prontas, como pães ou biscoitos. Vai do gosto, da disponibilidade de espaço e tempo de cada um.
Também levamos leite em pó de vez em quando.
LANCHES:
Os lanches são importantes, principalmente nos períodos entre as refeições principais e na trilha. Nossas opções são geralmente barras de cereal e/ou de proteína, frutas, biscoitos, porções de amendoim ou mix de frutas secas e castanhas...
REFEIÇÕES PRINCIPAIS (almoço e janta):
Aí temos a maior gama de opções. Desde enlatados, comidas liofilizadas (desidratadas), refeições prontas, etc.
- Liofilizada: Ainda não pudemos usar comida desidratada por não termos acesso direto à compra desses itens aqui em Porto Alegre, a não ser via internet.
- Refeições prontas nós já experimentamos algumas vezes, como os pratos da Alimentação Pronta (veja o site), e também versões de risotos prontos de marcas como Uncle Ben's, entre outras. A grande jogada desse tipo de refeição está, claro, na praticidade, pois basta aquecer em banho maria e comer, ou até comer fria mesmo, em caso de emergência. E são pratos mais elaborados, que não temos como fazer no meio do mato. Em geral o peso não é problema. Mas o preço já é mais salgado, tendo o custo médio de uns dez a quinze reais.
- Enlatados são uma opção tanto para acampamento como para estoque, devido a sua validade usualmente extensa. Mas pra mim, o contraponto está na quantidade acima do ideal de sódio, no peso e volume das latas, e também no sabor, que tende a ser mais artificial (pro meu gosto). Dentre os enlatados mais comuns (e por enlatados entenda-se também as embalagens de caixinha), costumamos usar sardinhas, atum em óleo, para usar o próprio óleo como combustível para fazer um arroz, por exemplo, grão de bico, seletas de legumes. Algumas vezes até compramos outros, como feijoadas, dobradinhas, almôndegas, mas estas já entram naquela categoria do excesso de peso e sal, então evito um pouco.
- Grãos, cereais e farinhas são as opções mais leves (em termos de peso mesmo) que costumamos levar. E são as principais fontes de carboidratos. Arroz, polenta, farinha de trigo, sempre estão na nossa bagagem de alimentos. E também são versáteis em suas combinações. Claro que exigem acompanhamentos, que virão abaixo.
- Carnes, gorduras, proteína são os acompanhamentos mais comuns que usamos. Bacon e linguiça (colonial ou defumada) estão sempre presentes, porque conseguimos comprar em quantidades relativamente pequenas, e já embalados, sem necessidade de refrigeração. O charque também é uma opção, mas exige mais cuidado e demora no preparo, devido ao processo de remoção do excesso de sal (que pode comprometer seriamente a refeição inteira se não for feito com atenção).
Já encontramos opções de carnes prontas, desfiadas e embaladas à vácuo, mas ainda não achamos embalagens num tamanho satisfatório pra levar pro mato. Normalmente são pacotes de mais de meio quilo.
Quanto a carnes em geral, que necessitem refrigeração, podem ser usadas se a trilha for realmente muito curta, e em temperatura amena, ou se você tiver condições de leva-la em algum recipiente térmico, e o ideal é que sejam consumidas na primeira refeição, pois, pelo menos no nosso caso, acampamos em locais mais isolados, sem possibilidade de conservação desse tipo de alimento.
Claro que se você vai acampar próximo a um lugar em que haja a possibilidade de pescar, um peixinho fresco tem todo o seu valor...
- Outros itens como cebola, ovos, e outros incrementos também são eventualmente elencados, assim como batata ou outra coisa que caia bem quando assada diretamente na brasa.
- Temperos em geral nós levamos em um kit específico. O nosso, atualmente, contém sal, orégano, pimenta do reino, coentro, tempero misto de cebola, alho e salsa, e duas garrafinhas (tamanho de dose única de uísque) com óleo de soja e azeite de oliva.
QUANTIDADES E PORÇÕES:
É importante que você tente aproximar ao máximo a quantidade que vai levar de cada coisa do que vai ser consumido. Pra isso eu uso a planilha, anotando o que vai em cada refeição e quanto vai.
Além disso, costumo separar as porções que serão usadas em cada refeição, até pra facilitar o manuseio e aumentar a praticidade na hora de cozinhar. Saquinhos zip-lock são bem úteis nessa hora. Nós usamos um tamanho de 8 x 14 cm pra colocar coisas como arroz, polenta... Cabe cerca de uma xícara e meia dentro dele.
TEMPO E DIFICULDADE DE PREPARO:
Isso também é relativo. Você pode ir acampar estando disposto a brincar de Master Cheff do mato. Ou você pode preferir perder o mínimo de tempo possível preparando o que comer. É uma questão de escolha e de situação.
PESO E VOLUME:
Também estão relacionados, diretamente, com aquela questão do tempo de trilha e do próprio volume e peso das coisas que você já está levando, do seu equipamento. É interessante evitar de levar muitas opções de refeição pesada. Costumamos deixar apenas uma refeição com ingredientes mais pesados (como batata, por exemplo), e preferimos não levar mais do que um enlatado, deixando o foco das outras refeições para os cereais e grãos, como já falei acima.
Bem, creio ter abordado os aspectos mais importantes em relação a esse quesito.
Espero que seja útil pra vocês.
Quaisquer críticas ou sugestões, comentem, por favor.
Estava dando uma olhada no canal do youtube, e em algumas das minhas postagens no Fórum Bushcraft Brasil (que, aliás, está oficialmente reaberto para novos membros!! Inscreva-se e venha aprender e contribuir com outros mateiros!), e percebi o quanto eu já postei atualizações de kits e utensílios. Parei pra olhar os primeiros vídeos, e comparei as escolhas que fiz na época com as que faço hoje (e que, certamente, não serão mais as mesmas já daqui a algum tempo).
Mas o que mais me chamou a atenção foi que, pras coisas que eu faço quando vou acampar, aqueles primeiros kits ainda seriam satisfatórios... Ao mesmo tempo que percebo o quanto aprendi e o quanto estou mais preparada e equipada agora.
Entendo que o caminho natural seja esse: sabemos pouco, não sabemos direito o que levar e como levar, depois vamos aprendendo e os kits aumentam, ficam mais completos, robustos. Ficamos mais preparados... E então, depois de um tempo olhamos pra tudo aquilo e acabamos chegando a uma conclusão estranha: não precisamos mais de tanto!
Ainda não estou nessa fase, importante dizer. Ainda estou na parte de melhorar os kits e me preparar. Mas falei essas coisas porque percebo essa tendência natural dentre os amigos mateiros.
Sempre começamos meio desajeitados e com poucos e talvez até ruins equipamentos. Então aprendemos a escolher e comprar (e fazer!), estudamos e aprendemos usos e alternativas... Daí, com a prática, chega naturalmente o momento em que já não vamos precisar de tanta coisa. E acredito que esse seja o momento mais importante, o que todo mateiro almeja: a "liberdade de utensílios", quando o conhecimento está acima das ferramentas em um nível que conseguimos enxergar, encontrar e produzir muito daquilo que vamos utilizar, da própria natureza.
Claro que isso acaba sendo até natural para alguns que já tem o contato com técnicas primitivas desde cedo, seja através do conhecimento passado no convívio familiar, ou pela própria experiência de vida. Porém, para pessoas como eu, nascidas e criadas nos centros urbanos, a prática e o conhecimento só chegam através da busca e do esforço. E claro que a falta de um local e de tempo também são freios da prática mateira. Vamos nos virando como dá, treinando em ambientes controlados e passando semanas, dias, meses, sonhando com a hora de poder desligar o botão da cidade e passar uns dias no silêncio da mata.
Enfim, voltando ao título do post, acho importante que a gente sempre registre, divida com outras pessoas as nossas experiências e evoluções (acertos e erros), porque assim conseguimos ter, no futuro, a dimensão da nossa própria evolução. Gosto de olhar meus primeiros vídeos. Gosto de pensar que hoje eu sei muito mais do que naquela época... Mas o que gosto mesmo é de ver os vídeos dos mestres e daqueles que me inspiram a aprender ainda mais. Sigo com o objetivo de praticar, aprender e melhorar, para que daqui a algum tempo eu olhe pras coisas que faço hoje e também sinta que sigo evoluindo.