Somos gurias aspirantes a bushcrafters. Gostamos de ir pro mato, acampar em selva ou lugares isolados, praticar técnicas diversas e curtir a natureza...
Os membros do Fórum Bushcraft Brasil compartilham comigo a angustiante espera pelo lançamento da segunda faca exclusiva do site...
Mas a minha vontade de ter uma faca artesanal era grande, então, resolvi me dar de presente neste final de ano.
A faca do FBB será confeccionada pelo cuteleiro renomado e respeitadíssimo Fábio Souza, do site www.facasmilitares.com e eu já vinha "namorando" as facas do site desde que entrei pela primeira vez. São inúmeros modelos e releituras de lâminas clássicas.
Inicialmente eu me interessei pelo modelo Bushcraft Atrox, faca projetada pelo membro do fórum e especialista em sobrevivência, Saymon Albuquerque (link do canal no youtube).
Porém, tenho preferência pela ponta da lâmina mais puxada para o estilo bowie, nos moldes do modelo BK 17...
Conversei com o Fábio e chegamos ao híbrido: características gerais e tamanho da Atrox, com a ponta da BK 17.
Fiz a compra no final de novembro. Antes do Natal já estava com a faca em mãos.
Segue o vídeo do unboxing:
Vídeo de apresentação do fogareiro a gás, comprado no Aliexpress.
Agora, depois das férias, posso dar um relato mais apurado sobre o desempenho. Ele já foi utilizado para fazer algumas refeições e para ferver água...
O único ponto negativo é que a chama, por ser bastante direcional, concentra o fogo no meio da panela... Pra cozinhar um arroz na minha panelinha maior, por exemplo, o cozimento não fica homogêneo, a parte central fica pronta antes e também rola uma queimadinha no fundo. Mas nada muito grave. Basta ficar atento e dar umas mexidas...
Não vamos entrar em detalhes no texto. O vídeo é bastante explicativo. Apenas queremos dizer que, embora tenha dado tudo certo, estamos cientes da quantidade de erros que cometemos e da nossa irresponsabilidade, principalmente em relação a termos praticamente ignorado a perigosa equação meteorologia versus geografia.
Bem, assistam e tirem suas próprias conclusões.
Gentem, conforme eu havia prometido, vou dar notícias sobre o meu relógio Ching Ling...
Primeiro, em poucos meses de uso (e quase nada de exigência) eu olhei e tinha simplesmente caído o ponteirinho dos segundos. Tava solto dentro da caixa.
Resolvi abrir pra tentar colocar de volta, afinal, o máximo que ia acontecer era estragar, e foi uma coisinha barata, comprada no Aliexpress...
E é claro que estragou!
Consegui colocar o ponteiro de volta, e continuou funcionando. Mas eu quebrei o pino que ligava ao botão de ajuste dos ponteiros, logo, para poder mexer no horário analógico eu teria que abri-lo de novo. Até aí, ok. Já que ele tem o display com hora digital, eu ia "ignorar" os ponteiros durante o horário de verão, pois queria evitar de ficar abrindo toda hora.
Uma observação: a "máquina" do relógio é, como esperado, de baixíssima qualidade (ching ling), além de verde limão...
Estaria tudo bem, se, depois de algum tempo ele simplesmente não tivesse se auto resetado! Peguei o relógio num belo dia e ele havia zerado hora e data.
Ok! Os ponteiros estavam ainda no horário certo, então presumi que o fato fora causado por algum impacto ou queda... Ajustei novamente o display (sem precisar abrir, afinal os ponteiros estavam ok) mas já comecei a ficar preocupada, pois seria bem ruim se algo do tipo acontecesse quando eu estivesse acampando...
Então, esses dias, notei que o horário dos ponteiros estava levemente atrasado, após um segundo auto reset maluco...
E resolvi abri-lo novamente pra acertar os ponteiros... Já temendo uma nova catástrofe..
E sim! A tampa preta do display se soltou. E tentei colar com uma fita durex. Colei, vi que não tinha ficado bem como eu queria, e, quando descolei....... Me saiu a tinta preta do treco colada na fita!!! Hahaha!
Bem, à essa altura eu me emputeci, arranquei os ponteiros E a tampinha preta do display, e o resultado é isso aqui:
E ele ERA assim...
E hoje mesmo ele deu aquela resetada de novo...
E, como arranquei os ponteiros, se ele chega a bugar quando eu estiver no mato, fico dependendo do celular pra saber a hora certa. Ou seja, não tenho mais um relógio pra acampar... ¬¬
Aqui, a postagem original, logo que ganhei o relógio...
Mais um produto comprado no AliExpress!
Dessa vez, foram as mini faquinhas de pescoço...
O aço, de acordo com o vendedor, é o 440 (não especificado), o que, se for verdade, muito me agrada, pois é o aço da minha faca favorita até o momento, a Hunter (Guepardo).
Começando por dois fatores que poderiam ser negativos mas não foram. O primeiro é que o anúncio não traz informações corretas sobre o produto, embora as fotos sejam verdadeiras, pois o vendedor dá as seguintes medidas: 9,5 cm de comprimento e 2,8 mm de espessura.
A faca tem, na verdade, 8,7 cm de comprimento (é menor) e 3,8 de espessura (é mais grossa).
O tamanho real é ideal para caber, por exemplo, numa latinha de Altoids. Se fosse do tamanho especificado pelo vendedor, não caberia. Mas acho que a espessura poderia ser a indicada no anúncio. Esse milímetro a menos, tendo em vista o tamanho da faca, não faria falta nenhuma, e a deixaria mais leve e mais fácil de afiar.
O segundo "problema" foi o tipo de fio. Por ter essa lâmina muito grossa, fizeram o fio num ângulo muito aberto e ruim de afiar (desenho da esquerda), então eu usei a lima e a pedra pra fechar esse ângulo e aumentar o desbaste nuns 3 mm do fio, ficando como na imagem da direita. Perdi bastante tempo afiando, mas o resultado final me agradou muito.
O aspecto mais negativo é certamente a bainha, pois a costura é feita em máquina comum. Já arrebentou a linha e, numa puxada, a costura solta toda. Mas é consertável, tendo em vista que vou refazer a costura à mão, com uma linha mais forte.
O preço é, sem sombra de dúvida, a coisa mais positiva, pois custou cerca de 7 reais (quando o dólar estava mais baixo, diga-se de passagem).
Segue um pequeno vídeo, em que falo essas coisas que escrevi no post e dá pra ver a pequenina na minha mão.
Estávamos sem conseguir acampar desde a páscoa, em parte devido às recentes e frequentes chuvas abundantes aqui no sul do país, e em parte por causa de uma "opção errada" que vínhamos fazendo. Eu estava com a equivocada ideia de que era necessário conhecer vários lugares e acampar em locais diferentes. E isso estava resultando simplesmente em não conseguirmos ir a lugar nenhum! Porque era quase impossível conciliarmos o nosso tempo com o clima e um local seguro... Além de não termos tempo para conhecer previamente as localidades pretendidas...
Além disso, juntamos a outra escolha errada de querer sempre esperar por feriados e finais de semana prolongados.
Fazendo a conta, fica quase impossível conseguir, de fato, ir acampar.
Então, resolvemos mudar as regras.
Esse local que vamos mostrar hoje fica no município de Caraá/RS, a 95 Km de Porto Alegre, sendo uns 85 em asfalto, via Free-Way e até Santo Antônio da Patrulha, e aproximadamente 10 Km de chão batido.
O acampamento foi realizado em propriedade particular, de um amigo da família.
Em toda a porção frontal da propriedade há plantações, mas a área que vai em direção ao morro é de mata nativa, com uma parte de trilha demarcada e visível e alguns trechos reapropriados pelo mato, que tivemos que abrir novamente. A trilha não é muito extensa e de dificuldade leve. O maior incômodo na ocasião foi a chuva e o consequente barro.
Também contamos com um riacho, com nascente próxima ao local, passando a 5 metros do acampamento, onde coletamos a água necessária para consumo. O riacho não sofre interferência humana direta desde sua nascente, tampouco de criação de gado e etc. A água chega até o local do acampamento "in natura".
Fomos informados pelo dono da propriedade que a trilha segue por alguns quilômetros além do local onde acampamos, tendo até uma queda d'água de mais de dez metros, mas, por ser a primeira vez no local, e pela chuva insistente, optamos por focar em explorar a área próxima e recursos, montar nosso acampamento com calma, e também praticar algumas técnicas que estávamos aguardando oportunidade para poder realizar.
A própria insistência em acampar com o clima pouco favorável era um de nossos objetivos, para conhecermos situações adversas, como obtenção de lenha e confecção de fogueira, montagem de abrigo para proteção da chuva, etc.
Percalços que poderiam ter sido evitados: o principal foi o fato de a Mel ter esquecido o relógio em casa, e ninguém mais estar usando um, o que, aliado ao tempo nublado com completa ausência de sol, nos obrigava a consultar celulares para ver as horas, sendo que estávamos sem cobertura de rede, e os aparelhos ficavam geralmente guardados dentro das mochilas, em sacos de proteção, por causa da chuva e da umidade.
Chegamos a tentar subir o riacho, em busca de água mais clara (como vocês podem ver no vídeo, a água estava com aspecto barrento, pela chuva em excesso), mas acabamos desistindo por não ter noção do horário naquele momento. Havíamos deixado as mochilas no acampamento.
Esse local será uma de nossas bases. O proprietário já nos autorizou a retornarmos sempre que quisermos. Assim, juntamente com a localidade do nosso acampamento de Páscoa (Tajuvas), teremos dois locais fixos para nossas atividades.
O bom é que ainda temos muito a explorar em ambos locais. Dessa forma, deixamos de lado a ideia inicial de ficarmos procurando locais diferentes. Vamos primeiro conhecer bem esses dois lugares, e depois vamos pensar em explorar outras regiões.
Ainda sobre Caraá, é neste município que se localiza a nascente do Rio dos Sinos, e é um lugar repleto de cascatas e trilhas de eco turismo. Pretendemos conhecer algumas dessas maravilhas e, certamente, vamos mostrar tudo aqui.
Há algum tempo encontrei essa chaleira no hipermercado, quando ia fazer as compras do mês. Como estava aguardando uma outra que encomendei da China, e por essa outra custar quase R$ 40,00, não dei bola. Mas, depois de ficar sabendo que a minha encomenda extraviou-se e de o preço da tal chaleira do mercado cair pra R$ 29,90, resolvi comprar.
Trata-se de uma chaleirinha de 1 litro de capacidade (que, na verdade não chega a isso... talvez uns 950 ml sem derramar, e se for usar o coador de chá cai pra menos de 900 ml), da marca Metalzanella, que fica na cidade de Caxias do Sul, aqui no RS.
Fiz um vídeo falando sobre ela...
Minhas impressões:
É boazinha. Talvez o pegador da alça seja um pouco exagerado e corra o risco de derreter se submetido a uma fogueira mais "power", assim como o pegador da tampa.
O coador é uma ótima opção para usar com filtro de papel pra passar café. Não tenho muito o costume de tomar café passado quando tô acampando... Pela praticidade, preferimos levar café solúvel. Mas pode ser uma alternativa a se pensar agora.
Depois desse vídeo, eu levei a chaleira pro sítio... O tempo não permitiu que fizéssemos uma fogueira, mas utilizei a chaleira bastante, no fogão campeiro (deixando inclusive a parte inferior em contato direto com o fogo da lenha) e no fogão comum. A quantidade de água dá certinho pra o mate. Para usar o coador de chá com o filtro de café não deu muito certo, pois, devido ao formato mais arredondado da peça, o filtro não fica bem acomodado, o que acabou deixando o processo lento. A impressão que tive foi que o café "entupiu" dentro do coador de papel, que ficou meio estarracado dentro do suporte... Pretendo recortar um pedaço daqueles coadores permanentes, de pano, para evitar o uso desses descartáveis, e também bolar um jeito de o prender em torno do coador metálico (com algum arame ou elástico), para deixar a posição mais favorável ao escoamento do café. Também pretendo usar arame para suspender o coador sobre o recipiente onde vai cair o café passado...
Quando ao pegador, ficou bem quente. Não chegou a derreter ou deformar, mas acho que, se eu usar diretamente na fogueira, deixando mais tempo exposto ao calor, no mínimo vou ser obrigada a usar um pano ou luva pra manusear a chaleira.
O fundo, em contato direto com o fogo, ficou preto. Mas deu pra tirar quase tudo usando esponja de aço.
Uma das adaptações sugeridas por amigos que assistiram ao vídeo e também no FBB foi a de substituir a alça e o pegador da tampa por peças em arame ou madeira. Mas esse tipo de tampa dificulta a remoção ou troca do pegador, pois ela é revestida por dentro, impossibilitando o acesso ao parafuso que prende o pegador (veja o vídeo em 4:07, aparece direitinho a tampa).
A alça, pelo fato de ter essa parte plástica muito exagerada, me leva a crer que o metal não é inteiro por dentro, ou seja, não vai de uma ponta a outra, onde se prende ao corpo... Até posso substituí-la, mas vou esperar que a mesma peça "penico". hehehe
Bem, como já falei, é uma opção prática para quem não quer gastar R$ 80,00 para comprar uma chaleira da Guepardo e não quer arriscar (e esperar) por uma da China.
Resumo final:
Prós:
* Preço (R$ 30,00) em comparação com as opções específicas vendidas no Brasil
* Local de venda (hipermercado/bazar)
* Tamanho proporcional para acampamento
* Qualidade
Contras:
* Peso (é consideravelmente mais pesada em comparação aos modelos específicos pra acampamento, tomando por base a chaleira Alocs que aparece no vídeo)
* Tamanho do bico
* Tamanho da alça
Enfim, não vou levá-la pro mato no lugar da Alocs, por ser maior e mais pesada. Mas, se não tivesse essa opção chinesa, usaria a Metalzanella sem problema nenhum.
(P.S.: esse post estava escrito como rascunho há algum tempo. Numa das últimas idas ao sítio, acabei "vendendo" a chaleira para uma tia da Fernanda, que estava procurando algo nesse tamanho).